A respiração pela boca na primeira infância está associada ao desenvolvimento de características craniofaciais desfavoráveis: retrognatia mandibular, palato estreito e ogival, incompetência labial e aumento do ângulo do plano mandibular.
O mecanismo é simples: a criança que respira pela boca baixa a mandíbula e projeta a cabeça para a frente. A língua deixa de repousar no palato – perde o seu papel natural de «andaime» do maxilar superior. Os músculos do rosto e da mastigação trabalham de forma assimétrica. O côndilo da mandíbula começa a assumir uma posição incorreta na cavidade articular – inicia-se uma cadeia de alterações difícil de reverter depois de o crescimento terminar.
A investigação clínica indica que a respiração pela boca – sobretudo na primeira infância – está associada ao desenvolvimento de características craniofaciais desfavoráveis, como retrognatia mandibular, palato estreito e aumento do ângulo do plano mandibular. Am J Orthod Dentofacial Orthop, 2025